Artes do Oficio
domingo, 29 de setembro de 2019
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 4 de julho de 2012

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SEPARAÇÃO
“Somos duas almas que se devem separar”
Nelson Rodrigues
Chegou
me teve, me possuiu como sua.
não neguei meu corpo, um só instante.
Ah!, como foi bom.
ter-te pra mim
por alguns momentos;
horas que passaram tão rápido
o tempo quase nunca é a favor dos que amam
Ah! meu amor
o adeus parece estar mais próximo do que nunca
não por falta de amor,
(talvez por excesso dele)
Ah! como quero ficar
deitada no teu ombro
envolvida nos teus braços,
ah!como queria me entregar um pouco mais
e te ver sentindo meu calor, te dando meu afago, meu carinho,
mas a renúncia teima em insistir
meu coração chora, meus pensamentos se embaralham em imaginar, que te deixarei.
O meu corpo se entristece em imaginar que agora não tem mais volta.
Hoje lembro de tudo o que vivemos, insisto em dizer como foi bom, como foi maravilhoso estar contigo em todo momento, mas o adeus persiste em me dizer: você não é mais meu.
Mas como é o curso da vida, da nossa vida; não se esqueça: te amei; te quis; te quero; e continuo te amando.
Adeus amor.
Valquiria Marinho

Olhos Dilatados
Depois de ter
Meus olhos dilatados
Pude ver hoje
Com mais nitidez
A luminosidade do pôr do sol
Sentir na pele que todas as pessoas são iguais
Afinal!
Meus amigos não usam internet
Pois preferem
Os livros de auto-ajuda
Nunca perdi um só amor
Desde que conheci a paixão
Já tentei entender o conteúdo da poesia
Mas às vezes me pego lendo romances
Nunca entendi porque gosto de Drummond
Deve ser pela pedra que tinha no meio do caminho
Depois de ter
Meus olhos dilatados
Comecei a ver a beleza de outras coisas
Valquiria Marinho


